
A
palavra MÚSICA deriva de "arte das musas" em uma referência à mitologia grega,
marca fundamental da cultura da antigüidade ocidental.
No entanto muitos estudiosos procuram as origens da música nos períodos
anteriores da história do homem, ou seja, na pré-história. A maioria acredita
que é muito difícil conceber como os "homens das cavernas" entendiam a música,
pois não deixaram vestígios arqueológicos a respeito do entendimento dos sons,
fato que permite muita especulação a respeito.
No entanto, a possibilidade de imaginar a música em sociedades Pré-históricas é
mais plausível do que se imagina, pois, utilizando os conceitos predominantes na
sociologia, encontramos ainda hoje sociedades que vivem na pré-história, em um
nível de organização social que não atingiu o estágio de civilização. O exemplo
mais fácil para nossa percepção são os indígenas brasileiros, que, na maioria
dos casos, vivem ainda no período neolítico, com o desenvolvimento de uma
agricultura rudimentar e organização social tribal.
Dessa maneira podemos perceber que o homem na pré-história produzia uma música
com caráter religioso, mágico, quer dizer, ritualístico, batendo as mãos e os
pés, com um ritmo definido, agradecendo aos deuses ou buscando sua proteção para
a caçada ou guerra. No mesmo período os homens passaram a bater na madeira,
produzindo um som ritmado, surgindo assim o primeiro instrumento de percussão.
Por
Claudio Recco
Os gregos estabeleceram as bases para a cultura musical do Ocidente. A própria
palavra música nasceu na Grécia, onde "Mousikê" significava "A Arte das Musas".
Percebemos a formação da arte grega na civilização cretense, a partir das ruínas
de cidades como Tirinto, Micenas e Cnossos. Essa arte abrangia, ao mesmo tempo,
a poesia e a dança, e todas essas expressões eram praticadas de modo integrado.
Os poemas eram recitados ao som de acompanhamento musical da Lira, daí o nome
"Lírica" para denominar esse gênero poético. Os instrumentos principais eram a
cítara, a lira e o aulos (instrumento de sopro).
Como os demais povos antigos, os gregos atribuíam aos deuses sua música,
definindo-a como uma criação integral do espírito, um meio de alcançar a
perfeição.
O desenvolvimento da música paralelamente ao próprio desenvolvimento das cidades
gregas, fez com que surgissem teorias filosóficas que procuravam compreender seu
significado e importância. Platão considerava que a música tinha grande poder de
influência sobre o homem, por isso deveria estar sob controle do Estado,
(cidade), considerado como responsável por garantir o bem social
A música grega se baseava em oito escalas diatônicas descendentes- os modos
gregos e se fundamentava na ética e na matemática. Pitágoras estabeleceu
proporções numéricas para cada intervalo musical.
Seu sistema musical apoiava-se numa escala elementar de quatro sons - o
Tetracorde. O canto prendia-se a uma melodia simples, a Monodia,
Os cultos religiosos eram muito simples, nos quais utilizavam-se
melodias-padrão, denominados "Nomoi". Partindo dos Nomoi, a música da Grécia
evoluiu para a lírica solista, o canto conjunto e o solo instrumental. Depois,
vieram as grandes tragédias inteiramente cantadas, que marcaram o apogeu da
civilização helênica (do século VI ao século IV a.C.).
As primeiras civilizações surgiram na região do Oriente Médio, em especial na
Mesopotâmia. Denominamos este período de "Antigüidade Oriental e pouco se sabe
sobre a música dos povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrates.
Alguns achados arqueológicos nos deram pistas da existência da música nessa
região. Existem pinturas com cenas de músicos e um documento escrito, datado de
+/- 800 aC., em escrita cuneiforme: era um acompanhamento de harpa, onde se
revela uma forma de escrita a duas e três vozes, com base num sistema
pentatônico. Alguns relatos históricos, como textos de Heródoto fazem
referências superficiais a música destes povos, considera-se que teve importante
função social, no culto religioso, em momentos de guerra e mesmo em
festividades.
Percebemos através da pintura que eram vários os instrumentos usados por esses
povos, já divididos entre instrumentos de sopro, corda e percussão, entre eles:
flautas, tímpanos, gongo e lira. Os mais destacados eram a harpa e a cítara
O
desenvolvimento cultural na Roma antiga foi fortemente influenciado pela cultura
grega, e com a música não foi diferente.
Podemos identificar algumas formas musicais diferenciadas, a partir do contexto
na qual se desenvolveu: nas casas predominou a influencia grega, com a entonação
de músicas suaves, onde predominavam os instrumentos de sopro e a lira;
desenvolveu-se também um tipo de música ufanista que passou a exaltar a glória
militar, baseada nos instrumentos de percussão, com forte influência
helenística, e ainda podemos encontrar a musicalidade dos rituais cristãos,
ainda considerado subversivo, onde percebemos as origens da monódia cristã,
inspiradas na nos salmos de origem hebraica, considerada exemplo de perfeição e
equilíbrio, de forte efeito místico.
O fim das perseguições aos cristãos determinada pelo imperador. Constantino e a
oficialização do cristianismo, no final do século IV pelo imperador Teodósio
possibilitaram maior desenvolvimento da música monódica em importantes cidades
do Império Romano, como Roma, Constantinopla, Antióquia e Jerusalém.
Curiosidade: O imperador Nero é retratado ainda hoje acompanhado pela lira, com
a qual compôs algumas canções, exaltando seus feitos militares. Considera-se que
foi o criador da "claque", na medida em que se apresentava para uma corte
formada por bajuladores e interesseiros, estimulando sua vaidade.
Música no século XX
O século XX presenciou
o desenvolvimento de quatro aspectos importantes na história da música:
Alguns compositores continuaram a criar dentro dos conceitos de harmonia diatônica ou cromática. Ampliaram os limites de sistema harmônico de tônica-dominante, sem o destruir. Embora fossem combatidos por críticos e outros compositores, que os acusavam de conservadores, conseguiam obter o aplauso de um grande público amante da música. Vários compositores ocasionalmente omitiram o intérprete em favor da música eletrônica, que aumentou muito as possibilidades técnicas abertas ao compositor e à expressão musical.
Stockhausen e John Cage tornaram-se figuras importantes na criação e desenvolvimento da música aleatória ou improvisada. Ao contrário da música eletrônica, a música aleatória depende principalmente do intérprete. O compositor propõe alguns elementos rítmicos, harmônicos e melódicos e o intérprete a partir daí, cria sua própria interpretação. Por este motivo, não existem duas execuções iguais da mesma composição aleatória.
(fonte de pesquisa: www.historianet.com.br , www.edukbr.com.br )