Música popular do Brasil

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MPB

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Origens estilísticas

Bossa Nova

Contexto cultural

Meados dos anos 1960, Brasil

Instrumentos típicos

violão, atabaque, pandeiro, guitarra

Popularidade

 

Formas derivadas

 

Subgêneros

 

Gêneros de fusão

 

Cenas regionais

 

Outros tópicos

Música do Brasil


A Música Popular Brasileira, ou MPB, é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do Rock e o Samba, dando origem a um estilo conhecido como Samba-Rock, a do Música Pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no final da década de 1990 a mistura da Música latina influenciada pelo Reggae e o Samba, dando origem a um gênero conhecido como Samba-reggae.

Apesar de abrangente, a MPB não deve ser confundida com Música do Brasil, em que esta abarca diversos gêneros da música nacional, entre os quais o Baião, a Bossa Nova, o Choro, o Frevo, o Samba Rock, o Forró, o Samba-reggae e a própria MPB.

[editar] História

A MPB surgiu exatamente em um momento de declínio da Bossa Nova, gênero renovador na música brasileira surgido na segunda metade da década de 1950. Influenciado pelo jazz norte-americano, a Bossa Nova deu novas marcas ao samba tradicional.

Arrastão, Vinícius de Moraes

Mas já na primeira metade da década de 1960, a Bossa Nova passaria por transformações e, a partir de uma nova geração de compositores, o movimento chegaria ao fim já na segunda metade daquela década. Uma canção que marca o fim da Bossa Nova e o início daquilo que se passaria a chamar de MPB é Arrastão, de Vinícius de Moraes (um dos percursores da Bossa) e Edu Lobo (músico novato que fazia parte de uma onda de renovação do movimento, marcada notadamente por um nacionalismo e uma reaproximação com o samba tradicional, como de Cartola).

Arrastão foi defendida, em 1965, por Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira (TV Excelsior, Guarujá-SP). A partir dali, difundiriam-se artistas novatos, filhos da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Taiguara, Edu Lobo e Chico Buarque de Hollanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, (São Paulo em 1966), Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da Bossa para MPB.

Era o início do que se rotularia como MPB, um gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira durante as décadas seguintes. A MPB começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas foi mudando e incorporando elementos de procedências várias, até pela pouca resistência, por parte dos músicos, em misturar gêneros musicais. Esta diversidade é até saudada e uma das marcas deste gênero musical. Pela própria hibridez é difícil defini-la.

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